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O mestre de Capão Redondo

Jiro Aoyama, com o aluno Guilherme: tapete de borracha no lugar do tatameÀs terças e quintas-feiras, o campeão mundial de judô peso leve na categoria master 5 (entre 50 e 54 anos) Jiro Aoyama dá aulas a crianças moradoras de Capão Redondo. O bairro é conhecido por sua concentração de favelas e conjuntos habitacionais, além da criminalidade (registra historicamente um dos dez mais altos índices de São Paulo). Dono de uma academia no Grajaú onde há piscina aquecida, tatame limpinho e 300 alunos que pagam até 78 reais de mensalidade –, mestre Aoyama se dá ao trabalho de dividir o tempo com 230 jovens carentes numa sala onde um tapete de borracha se improvisa em tatame. "Eles são os que mais tiram proveito das lições do judô", afirma. Embora algumas famílias ainda pensem que a luta incita a violência, aos poucos o judoca consegue convencê-las de que não é bem assim.
Aoyama é duro na cobrança da pontua-lidade e do respeito entre seus alunos. "Ele apenas releva a falta do quimono, porque alguns não têm dinheiro para comprá-lo", diz Ana Maria Volante, mãe do pequeno Guilherme, de 5 anos, que aparece na foto aplicando um golpe no professor. Para freqüentar suas aulas, os alunos que têm condições contribuem com 10 reais por mês. Esse valor paga o lanche que eles recebem no fim do treino (pão com patê, banana e suco) e ainda ajuda a entidade, que atende mais de 2 400 crianças e adolescentes em seis regiões de São Paulo, chamadas de pólos. No pólo Sul, onde Aoyama dá aulas, a piscina de 20 metros é a única das redondezas e vive cheia. A quadra poliesportiva é disputada por grupos de terceira idade, adultos e jovens. A Associação Evangélica Beneficente tornou-se um verdadeiro clube de Capão Redondo. E Jiro Aoyama, o exemplo do caráter que faz um campeão.
Organização: Associação Evangélica BeneficenteNúmero de crianças e adolescentes atendidos em 2007: 2 460Principais ações: atividades esportivas, artísticas e profissionalizantes. Abrigos para 280 crianças em situação de risco ou em liberdade assistida.

Fonte: Revista Veja

 

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